Ucrânia

«Cristo ressuscitou!»

Celebrar juntos

Durante uma visita recente de um irmão à Ucrânia, no tempo da Páscoa, em todo o lado se trocava a mesma saudação: «Cristo ressuscitou! – ressuscitou verdadeiramente!» No fim de Abril, princípio de Maio, esta visita de duas semanas abarcou Kiev, a capital, o grande porto de Odessa, a sul, e o oeste do país. Este ano, aconteceu que a Igreja ortodoxa, a Igreja católica e as Igrejas protestantes celebraram a Páscoa na mesma data e muitos diziam como isso era importante para eles saberem que celebravam todos juntos o acontecimento mais importante do calendário cristão.

A alegria da ressurreição é tangível na liturgia das Igrejas do Oriente. No segundo domingo depois da Páscoa, houve uma missa ortodoxa na igreja de uma vila a 30 quilómetros de Kiev. O Evangelho era o da visita das mulheres ao túmulo vazio e o anúncio de que Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos. O padre explicava na sua homilia que, por essa razão, na tradição ortodoxa, esse dia é um dia especial de celebração para todas as mulheres: o dia em que recordamos que elas foram as primeiras a testemunhar a ressurreição. Depois do serviço, juntaram-se numerosas pessoas para fazerem um piquenique no jardim da pequena casa do padre, uma forma de celebrar o primeiro dia quente da Primavera.

Na costa do Mar Negro

Em Odessa havia um encontro com um pequeno grupo de jovens que preparam a sua ida a Taizé neste Verão. Só uma pessoa já tinha participado num encontro em Taizé, mas era evidente que todos tinham vontade de partilhar as suas experiências com outros jovens de países diferentes. Por causa da história da cidade e da sua situação na costa do Mar Negro, os habitantes de Odessa tiveram muitos contactos com outros povos. Depois da sua fundação no fim do séc. XVIII, os dois primeiros governantes foram franceses, depois vieram muitos alemães estabelecer-se aí, bem como italianos e uma importante comunidade grega. Há uma igreja ortodoxa que ainda é chamada «a igreja grega», e uma paróquia fundada noutros tempos como local de acolhimento para os peregrinos antes da sua partida de barco para a Terra Santa.

Na fronteira Este da União Europeia

Aquando dos encontros nas cidades de Ternopil e Lviv, no oeste do país, os jovens disseram também como era importante para eles rezar e criar laços com jovens da Europa e de outros continentes. Nesta parte da Ucrânia, estão muito conscientes de que a fronteira Este da União Europeia toca agora o seu país; esperam que, em vez de ser considerada como uma nova barreira, ela lhes permita ajudar a construir pontes entre o este e o oeste. Tal como em Kiev, numerosos grupos do oeste da Ucrânia preparam-se para fazer a longa viagem até Taizé este Verão. Muitos também já expressaram o desejo de estar em Lisboa para o Encontro Europeu do fim de ano: 8.000 km ida e volta de autocarro não parece ser um obstáculo grande demais para eles!

Última actualização: 24 de Maio de 2004