Em Taizé

Ecos dos encontros de jovens

A caminho da Páscoa

O tempo da Quaresma é uma altura privilegiada para nos voltarmos para Deus, esperando a Páscoa com alegria. Em Taizé, a liturgia procura manifestar esta espera através das introduções cantadas no início de cada oração, dos responsos e cânticos adaptados a este tempo e das leituras da Palavra de Deus.

Mas a espera também é visível do ponto de vista material. As inscrições afluem e é preciso responder a todos os que querem vir a Taizé. A preparação logística não pode ser descuidada. Os voluntários e todos os que vêm passar uma semana à colina ajudam a montar todas as tendas.

Entre os que vieram recentemente, notou-se a presença de um grande grupo de Lyon acompanhado no final da sua estada pelo Cardeal Philippe Barbarin. Um grupo de jovens protestantes americanos também esteve presente, tal como jovens vindos individualmente do Japão, da Suécia, de Portugal, da Austrália ou do México. Uma jovem da Madeira veio especialmente para rezar pelo seu povo, pedindo inspiração para aqueles que estão a reconstruir a ilha. Dois grupos de padres italianos, de Brescia e de San Giovanni Rotondo, passaram algumas horas em Taizé com o seu bispo. Finalmente, salientamos ainda a presença de jovens polacos que vivem em centros de acolhimento, provenientes de famílias com dificuldades sociais, que foram acolhidos de forma especial.

Segunda-feira, 8 de Março

«Todos à escuta, com sincero interesse»

Rainar (Estónia)

De volta a Taizé, passados dois anos, fiquei novamente surpreendido por ver a simplicidade com que podemos abrir o coração. Sob o sol deste fim de Inverno, éramos uma dezena de jovens sentados no exterior, a falar a «Carta da China» com exemplos das nossas vidas quotidianas. A dado momento apercebi-me de como os outros falavam sem pretensão sobre o que pensavam e sobre como viviam. E, ainda mais importante, estávamos todos à escuta, com sincero interesse. De volta a casa, tento manter esta alegria e este espírito de abertura por onde quer que vá. Em tudo o que faço, gostaria de transmitir a quem encontro um pouco desta beleza da vida: o que recebi desejo agora partilhá-lo.

Terça-feira, 2 de Março

«Há muitas iniciativas de partilha que estão a nosso alcance»

Adri (Argentina)

Esta semana, juntamente com cinco jovens da América latina, tivemos oportunidade de apresentar um workshop. Foi uma experiência muito enriquecedora que nos permitiu transmitir aos jovens europeus um pouco da realidade latina. Foi um momento que nos permitiu dar testemunho das nossas actividades na Igreja e na Sociedade, e dar exemplos para ilustrar esta frase da «Carta da China»: «Há muitas iniciativas de partilha que estão a nosso alcance». Enquanto jovens, que estudam ou trabalham, Deus permitiu-nos viver também uma vocação de missionário, seja nas aldeias, no campo, seja trabalhando com crianças e jovens, ou ainda nas cidades, ajudando os sem-abrigo.

Quarta-feira, 24 de Fevereiro

Em Fevereiro, Taizé debaixo de neve

Este início do mês de Fevereiro foi marcado pelo frio e pela neve, tal como noutros lugares da Europa e também noutros sítios. Como neste momento há vários países que se encontram em férias escolares, já há uma maior afluência do que em Janeiro: esta semana foram acolhidos 750 jovens. Para um número assim, a distribuição das refeições tinha que ser feita no exterior, na neve… mas, felizmente, cada um pôde encontrar um lugar quente para comer.

E assim começou a Quaresma. O irmão Alois e outros irmãos regressaram para a quarta-feira de Cinzas, depois dos encontros de Manila e do Porto. Além de numerosos estudantes de França, sobretudo do sul, também vieram outros grupos da Alemanha e dos Estados Unidos, bem como pastores da Suíça e de várias cidades francesas, e também cinquenta jovens protestantes coreanos. Numerosos padres de Itália e da América Latina passaram por Taizé por algumas horas, assim como seminaristas de Praga.

Sábado, 20 de Fevereiro

Ao serviço dos outros

Cláudio (Chile)

«Por hábito, pensamos em primeiro lugar nas barreiras que nos separam daqueles que vêm de outros lugares. Na verdade não são poucas: a língua, a cultura ou o modo de relacionamento com os outros. Durante duas semanas participei como voluntário na animação do lugar onde os jovens se encontravam para partilhar as refeições e se reuniam durante a sua estada em Taizé. Graças a esse trabalho, apercebi-me de que, quando nos ajudamos mutuamente, ultrapassamos as barreiras que nos separam, estes obstáculos desaparecem. Foi para mim uma verdadeira felicidade ver como os jovens estavam dispostos a ajudar e a responder aos nossos pedidos, quer para a distribuição da comida, quer para a arrumação ou para as limpezas. Agradeço a Deus por nos ter dado uma riqueza tão grande e por nos permitir sermos respeitados como irmãos.»

Terça-feira, 16 de Fevereiro

Taizé em janeiro – 2010

Depois do Encontro Europeu de Poznan, o mês de Janeiro foi marcado, como todos os anos, por um ritmo mais calmo das actividades de acolhimento. Para os irmãos é sobretudo o tempo do conselho comunitário anual: cinco dias de oração, partilha e reflexão. Na última oração do conselho, o irmão Alois desejou que fosse lida a mensagem de um jovem do Haiti, Richard, que esteve em Taizé como voluntário em 2006.

Aproveitando este período mais calmo, os voluntários tiveram uma semana de reflexão com base em textos bíblicos relacionados com a «Carta da China». Para a semana de unidade dos cristãos, responsáveis de diferentes confissões cristãs, bem como amigos vindos da região, reuniram-se em Taizé para um tempo de oração comunitária.

Notámos a presença de grupos da Bélgica, da República Checa e da Polónia, de onde vieram cinquenta sacerdotes de Szczecin, de passagem por Taizé. Vieram também jovens dos Estados Unidos, da Argentina, da África do Sul, da Escandinávia, bem como dois pastores da Coreia e dois bispos da Argentina. Em meados de Janeiro, centenas de responsáveis escuteiros franceses organizaram em Taizé os seus «Assentos da fé».

Por fim, para a festa da Apresentação do Senhor no Templo, foram colocadas no coro da Igreja duas discretas pombas, perto do ícone que representa o encontro de Simeão e do menino Jesus (ver Lc 2,22-35).

Quinta-feira 4 de Fevereiro

Os Escutas e Guias de França em Taizé

Pierre-Yves (France):

Os Escutas e Guias de França (Scouts et Guides de France) tiveram o seu encontro de fé de 16 a 17 de Janeiro em Taizé. Foi um momento muito forte para o nosso movimento, onde a fé esteve mesmo no coração de cada encontro, de cada momento vivido. A fé dos adultos e a fé dos jovens – que é muitas vezes fácil de distinguir – na colina estiveram em comunhão. Pela primeira vez a participação foi muito forte: mais de 600 participantes, três vezes mais do que em 2008. Pela primeira vez vieram muitos jovens ao encontro (mais de 150), habitualmente um pouco poeirento e sem grande interesse para eles. Pela primeira vez muitos dirigentes do movimento vieram a esta colina bem conhecida dos jovens, e descobriram este motor da fé dos jovens franceses de hoje. Pela primeira vez a comunhão intergeracional – tantas vezes desejada e tão pouco vivida – aconteceu no seio do movimento. Pela primeira vez e esperemos que não a última!

Sábado 24 de Janeiro
Ao longo do ano, esta página é actualizada regularmente com notícias sobre a vida na colina.
Última actualização: 8 de Março de 2010