
Em que consta o projecto?
Durante o Encontro Europeu que juntou 40 mil jovens em Bruxelas no final de 2008, o irmão Alois anunciou que, em resposta às necessidades dos cristãos da China, a Comunidade de Taizé ia mandar imprimir na China um milhão de Bíblias: 200 mil Bíblias completas e 800 mil Novos Testamentos com os Salmos e o livro de Ben Sira para os distribuir depois por todo o país.
O irmão Alois disse: «A Palavra de Deus une-nos para além das divisões. Ela une-nos também, para além das fronteiras, aos que estão muito longe de nós. Esta noite, alegramo-nos por poder dar um sinal concreto desta unidade aos cristãos da China.»
Qual é a tradução?
A tradução franciscana do Studium Biblicum (Sigao) de Hong Kong. Esta versão é oficialmente aceite e utilizada por toda a Igreja católica na China continental, em Hong Kong e em Taiwan. Ao ter uma introdução para cada livro e notas explicativas, ela ajuda o leitor a entrar no mundo da Bíblia e compreender o seu sentido.

Formato: 215 x 145 mm
2064 páginas (Bíblia completa) ou 720 páginas (Novo Testamento, Salmos e Ben Sira) Versão em escrita horizontal, mais acessível sobretudo para os jovens. Caracteres suficientemente grandes para facilitar a leitura.
A Comunidade de Taizé apoiará também o trabalho bíblico da Igreja protestante na China.
Quem vai imprimir?
A Bíblia é impressa pela Amity Printing Company, em Nanjing, capital da província de Jiangsu, a norte de Xangai. É uma das maiores impressoras bíblicas. Dezenas de países e de sociedades bíblicas imprimem aí Bíblias. Já imprimiu 60 milhões de Bíblias para a China e para exportação.
Como se faz a distribuição?
Estas Bíblias vão ser distribuídas por 97 dioceses e também por seminários, congregações religiosas, etc.
Qual é o custo?
Cada Novo Testamento custa cerca de 1,50 € e cada Bíblia completa cerca de 3 €. A embalagem e os custos de transporte não estão incluídos neste preço. Uma parte do papel é oferecida pela «United Bible Societies» (Sociedade Bíblica).

Qual o significado deste projecto?
Na China, os responsáveis das Igrejas encorajam a leitura da Bíblia, em particular junto dos jovens e dos catecúmenos. Através desta oferta de Bíbias, Taizé deseja apoiar este esforço pastoral. Numa pequena nota, os que receberem uma Bíblia são convidados a lerem-na e a partilhá-la com outros.
Este projecto de Taizé tem precedentes?
Não é a primeira vez que, em circunstâncias particulares, Taizé apoia uma distribuição da Bíblia. Durante o Concílio Vaticano II, os bispos latino-americanos pediram ao irmão Roger para enviar para a América latina um milhão do Novos Testamentos em espanhol e 500 mil em português. Em 1989, Taizé mandou imprimir um milhão de Novos Testamentos em russo para a Igreja ortodoxa da Rússia.
Em que fase do projecto se está?
Na Páscoa de 2009, o irmão Alois anunciou que os primeiros 100 mil Novos Testamentos estavam impressos e iam começar a ser distribuídos. A impressão vai continuar ao longo de todo o ano.
Como ajudar?
Para levar a bom termo este projecto, Taizé precisa de ajuda financeira. Pessoas individuais ou grupos podem participar neste projecto, fazendo uma doação através de uma transferência bancária para a conta:
Operação Esperança
IBAN : FR76 30003 01212 00037260029 02
SWIFT : SOGEFRPP

Outras perguntas e respostas
É possível imprimir a Bíblia na China?
Sim. Para isso, é preciso uma autorização do governo. As Igrejas na China pedem todos os anos autorização para imprimir um determinado número de Bíblias.
Todas as Bíblias distribuídas na China devem ter sido impressas na China e não importadas. A Amity Printing Company em Nanjing tem como primeira vocação a impressão da Bíblia para a China.
Diz-se que a Bíblia está interdita na China
Regularmente, lê-se nos jornais que houve Bíblias confiscadas na alfândega. Sim. Com efeito, é proibido importar a Bíblia. Um estrangeiro pode levar uma Bíblia para seu uso pessoal, mas não pode levar Bíblias para distribuir. Pelo contrário, se a Bíblia for impressa na China, não há problema. Impressa legalmente em Nanjing, a Bíblia financiada por Taizé não tem qualquer risco de ser confiscada.