Refugiados: fazer crescer a fraternidade

No Dia Mundial do Refugiado, os irmãos da Comunidade e os jovens reunidos em Taizé rezaram pelos migrantes falecidos nos últimos dias ao largo da costa da Líbia, quando tentavam atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. Foi também proposto um novo ateliê de reflexão, qua vai continuar durante todo o Verão, com o título: «Arriscar acolher. Migrantes, requerentes de asilo, refugiados... quem são vocês?»

Além disso, avançamos com os preparativos para a semana de reflexão sobre migrações. Vários oradores já confirmaram a sua presença, como o Dr. Pascal Brice (França), Director do Gabinete Francês para os Refugiados, a Dra. Catherine Wihtol de Wenden (França), ex-Directora de pesquisa do CNRS, o Padre Michael Czerny (Canadá/Itália) da Secção para Migrantes e Refugiados do Vaticano, o Arcebispo de York, D. John Sentamu (Uganda/Inglaterra), a Dra. Petra Feil da Federação Luterana Mundial (Alemanha/Suíça) e representantes de vários movimentos envolvidos no acompanhamento de migrantes, como o Serviço Jesuíta aos Refugiados e a Cáritas Europa.

Seria bom que jovens que conhecem Taizé convidem refugiados a vir com eles participar nesta semana. Se está interessado neste encontro ou se tiver uma sugestão para intervenções, pode contactar a equipa através do e-mail solidarity taize.fr. Notamos ainda que uma iniciativa de solidariedade concreta será proposta no início de Julho para os jovens participantes neste encontro.


Por ocasião do Dia Mundial do Migrante, foi publicada uma declaração ecuménica [http://en.jrs.net/news_detail?TN=NEWS-20170616052037]. Eis aqui dois excertos deste texto:

Refugiados: uma oportunidade para crescer juntos


A Bíblia cristã manteve a memória de dois homens, Pedro e Cornélio, profundamente separados pelas suas culturas e pelas respectivas crenças religiosas Quando se encontraram, eles descobriram uma verdade sobre a vontade de Deus para os dois que nenhum deles se havia dado conta antes. Compreenderam que o Espírito Santo derruba muros e reúne pessoas que podiam pensar não possuir nada em comum.

Em todo o mundo, mulheres, homens e crianças são forçados a deixar sua terra natal por causa da violência, da perseguição, de desastres naturais ou causados por influência humana, da escassez de alimentos, entre outros factores. O desejo de fugir do sofrimento é maior do que as barreiras e as fronteiras erguidas que bloqueiam os seus caminhos. A oposição de alguns países em relação à migração de pessoas forçadas a partir não impedirá aqueles que passam por sofrimentos insuportáveis de deixar as suas terras. (...)

Sinais de solidariedade podem ser multiplicados para além das fronteiras de religião e de cultura. O encontro com pessoas de outras religiões encoraja-nos a aprofundar o conhecimento de nossa própria fé. No encontro com os nossos irmãos e irmãs refugiados, Deus fala-nos e abençoa-nos da mesma forma que fez com Cornélio e Pedro.

Printed from: http://www.taize.fr/pt_article22183.html - 20 September 2019
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