Finlândia, Setembro de 2012

Encontro em Helsínquia

O que é um «encontro nórdico de Taizé»? Eis algo muito complicado de descrever!
Não há um tema nem um slogan inscritos na porta: apenas ’tervetuloa’, ’välkommen’, ’Bures boahtin’, ’Hau kola’, ’bem-vindo’.
Rezar com cânticos e com silêncio é verdadeiramente suficiente para conduzir os jovens a uma reunião?

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Um dos irmãos descreve os encontros de Taizé como ’catástrofes naturais controladas’, o que, num primeiro momento, pode parecer um pouco extremo. No entanto, se olharmos um pouco mais de perto, talvez não esteja tão longe da realidade.

As catástrofes naturais, como as tempestades, inundações ou incêndios florestais, projectam-nos para fora dos nossos modelos de vida quotidiana. Devemos saltar para fora dos caminhos balizados da rotina. Confrontados com desafios que, como as forças naturais da água ou do fogo, são demasiado grandes para que as enfrentemos sozinhos, devemos trabalhar juntos.
Talvez tal seja particularmente verdadeiro nas regiões nórdicas, onde tudo é planificado com dezoito meses de antecedência e onde o perfeccionismo – jamais plenamente atingido – é norma.

Quando ocorrem ’catástrofes naturais controladas’, como o recente encontro de Taizé em Helsínquia, duas coisas se produzem.
Surge uma «corrente» de generosidade – as casas abrem-se para acolher os peregrinos sem alojamento e as comuns barreiras de origens, religiões e línguas são colocadas de lado.

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Em segundo lugar, surgem voluntários – parecem surgir de lado nenhum - prestes a assumir com grande alegria qualquer tarefa que seja necessária, por mais humilde ou complexa que possa ser.

Os obstáculos são anulados, podem ter início encontros que, normalmente, não teriam lugar.

Na Bíblia, Deus fala frequentemente de pessoas confrontadas com situações extremas: obviamente, Deus não despoleta estas ’catástrofes’, mas alcança em cada ocasião a possibilidade de nos permitir escutar a Sua voz, como um murmúrio ou uma brisa ligeira. Da mesma maneira, o silêncio é tão profundo no coração da oração, devido a todas as actividades ao seu redor.


Nota:
’tervetuloa’ está escrito em islandês
’välkommen : sueco (a segunda língua oficial da Finlândia)
’Bures boahtin’, Sami setentrional (a mais falada das línguas Sami)
’Hau kola’ está em Lakota (um grupo de indígenas Oglala Lakota do Dakota do Sul nos Estados Unidos participou no Encontro)
Todas estas expressões significam: ’Bem-vindo’.

Printed from: http://www.taize.fr/pt_article14526.html - 21 September 2020
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