Visita do Patriarca Bartolomeu a Taizé

Acolhimento do irmão Alois

Na terça-feira, 25 de abril 2017, Sua Santidade o Patriarca Ecuménico Bartolomeu visitou Taizé: uma visita excepcional com a presença dos irmãos, vários bispos e sacerdotes ortodoxos, representantes de igrejas locais e os jovens presentes nessa semana em Taizé. Aqui está o texto completo das intervenções do irmão Alois e do Patriarca Bartolomeu durante a oração do meio-dia.

Palavras de acolhimento do irmão Alois a Sua Santidade o Patriarca Ecuménico Bartolomeu

Sua Santidade, querido Patriarca Bartolomeu, ao vir à nossa colina de Taizé dá-nos uma alegria extraordinária, uma vez que estamos tão ligados à Igreja Ortodoxa.

Desde as suas origens, a nossa comunidade deixou-se impregnar pela tradição ortodoxa. A centralidade dada à ressurreição de Cristo e o papel do Espírito Santo, a forte referência ao ensinamento dos Padres da Igreja, a vida litúrgica, a vida contemplativa mantida pelo monasticismo, os ícones, bem como a coragem de passar por décadas de sofrimento ao longo dos séculos, todos estes valores vividos no Oriente têm sido e continuam a ser para nós, irmãos de Taizé, uma inspiração única.

Ao longo dos anos, jovens ortodoxos de vários países têm vindo a participar nas semanas de encontros que se sucedem em torno da nossa comunidade. A sua presença por si só levanta a questão para os jovens cristãos ocidentais que encontram aqui: como acolher e partilhar mais os dons depositados por Deus na alma dos cristãos ortodoxos?

Santo Padre, tenho a certeza que, hoje, do céu, o vosso venerado predecessor, Patriarca Atenágoras de Constantinopla, e o fundador da nossa comunidade, irmão Roger, olham para nós e se alegram com um só coração. Durante as suas vidas na terra, uma grande confiança recíproca permitiu-lhes promover em 1962 a criação em Taizé de um centro monástico ortodoxo que foi animado pelo querido Arquimandrita Damaskinos, o futuro Metropolita da Suíça, até se ter mudado para Chambésy e estabelecido o centro cujo quinquagésimo aniversário acabam de celebrar.

Venerado Patriarca, eu não posso esquecer o caloroso acolhimento que nos deram, com alguns dos meus irmãos no Natal de 2005. O vosso afecto apoiou a nossa comunidade após a provação que passámos com a recente morte violenta do seu fundador. O vosso acolhimento foi também caloroso quando, alguns anos depois, com centenas de jovens de 25 países, nós fomos em peregrinação ao vosso encontro.

Hoje somos nós que vos acolhemos com amor e que expressamos a nossa admiração. Durante o vosso longo ministério como Patriarca, tem trabalhado incansavelmente há mais de 25 anos, por atualizar os tesouros da fé ortodoxa no mundo contemporâneo. Tem levantado a voz por um mundo habitável para todos, lembrando-nos que as nossas relações com as criaturas devem refletir a nossa relação com o Criador. O vosso desejo pela unidade dos cristãos, a vossa abertura ao diálogo inter-religioso e também a vossa experiência de uma Igreja crucificada tornam-no numa testemunha insubstituível da paz de Cristo.

E agora vamos cantar e louvar a Deus, em seguida vamos escutá-lo e irá abençoar dois ícones. Depois vamos para a pequena capela ortodoxa adjacente à Igreja da Reconciliação e no final vamos recolher-nos sobre o túmulo do irmão Roger. Estamos sensibilizados e honrados que, depois disto, irá partilhar a refeição fraterna da nossa comunidade.

Obrigado, querido Patriarca, por ser para nós como um Pai na fé.

Cristo ressuscitou!

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