Austrália

Um dos irmãos, que está neste momento na Austrália, enviou-nos este e-mail:

«’A nossa dor pelas vítimas dos incêndios em Vitória é grande.’ Esta oração, formulada pelo pastor que nos acolheu para a oração da noite numa igreja do centro de Sidney, acompanhou-nos ao longo de toda a nossa peregrinação. Foi impressionante chegar à Austrália e ver as reacções perante a destruição provocada pela pior catástrofe natural que aconteceu neste país. O facto de muitas pessoas quererem ajudar materialmente e afectivamente aqueles que perderam não só as suas casas, mas muitas vezes também membros das suas famílias, mostra a bondade profunda presente no coração humano.

Em contraste, as nossas orações parecem bastante pobres. Mas também podíamos sentir a importância de nos reunirmos. A oração à volta da cruz assumia outro sentido. A celebração da ressurreição renovava a nossa esperança. Era o mínimo que podíamos fazer para manifestar a nossa solidariedade para com aqueles que estavam a sofrer tanto por causa do que perderam.

Em Perth, houve muitas visitas a escolas. Como em muitas sociedades hoje em dia, na Austrália não é fácil para os jovens encontrarem o seu lugar na Igreja. Em cada escola, preparámos um tempo de oração com cânticos de Taizé, leituras bíblicas e um longo momento de silêncio. Na maioria das escolas, foram os estudantes a preparar a música e a tocar instrumentos. Depois dos tempos de oração, era interessante ouvir as reacções dos alunos: ’senti-me muito à vontade; ’o facto de haver poucas palavras ajudou-me a estar concentrado’; ’precisamos muito de tempos de silêncio’.

Nas paróquias onde apenas havia pessoas mais velhas, surgiu várias vezes a pergunta: ’Como poderemos nós acolher mais pessoas, sobretudo jovens, nas nossas comunidades?’ E a peregrinação continua...»

Sidney: orações na igreja de St. James

A convite do papa Bento XVI, as Jornadas Mundiais da Juventude tiveram lugar em Sidney entre 15 e 20 de Julho de 2008. A partir de segunda-feira, dia 14 de Julho, alguns irmãos da comunidade prepararam orações com cânticos de taizé, numa paróquia do centro da cidade.

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Durante toda a semana passada, as ruas de Sidney e as estações de comboios foram invadidas por vozes animadas de jovens de todos os continentes. As Jornadas Mundiais da Juventude atraíram cerca de 250.000 peregrinos, reunidos para celebrar a sua fé e a sua esperança.

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Entre a zona comercial, com grandes edifícios, e o jardim em frente da Catedral St. Mary encontra-se a bonita e acolhedora igreja anglicana de St. James. Era nesta igreja que os jovens se juntavam a alguns irmãos de Taizé para tempos de oração comunitária. Ao longo da semana, eram cada vez mais numerosos os jovens a participar, a tal ponto que no final alguns nem sequer conseguiam entrar. E houve dias com 4 orações! Durante a semana houve um coro e instrumentistas para ajudar com os cânticos.

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Estiveram sempre presentes pessoas de diferentes confissões. Os jovens faziam as leituras em várias línguas e liam algumas intercessões. No final das três orações da noite, o irmão Alois falou aos jovens peregrinos.

Em cada dia, no final da oração da noite, a cruz foi colocada no chão e todos esperavam pacientemente até poderem ajoelhar-se perto do ícone para confiar a Cristo as suas inquietudes, medos e esperanças. Na última oração, o Primeiro-Ministro da Austrália, que tinha falado aos jovens na cerimónia de abertura das Jornadas, no início da semana, veio com a sua família rezar durante 2 horas com os jovens.

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As ruas do centro da cidade foram fechadas à circulação, e até a célebre Sydney Harbour Bridge foi fechada durante um dia inteiro, o que causou alguns problemas aos automobilistas. Mas os habitantes de Sidney responderam generosamente, deixando os seus hábitos para poderem oferecer hospitalidade a tantos visitantes. A cidade foi transformada por todos aqueles grupos, por vezes identificados com a sua bandeira nacional, que caminhavam cantando ao longo das ruas enquanto iam de uma actividade a outra.

Mesmo para uma cidade de quatro milhões de habitantes, há uma grande mudança quando as pessoas se unem em comunhão umas com as outros e com toda a Igreja!

No regresso de Sydney, o irmão Alois disse aos jovens reunidos em Taizé:

Com três dos nossos irmãos, fomos à Austrália para as jornadas mundiais da juventude, para as quais o papa Bento XVI convidou jovens de todos os continentes. Como partimos na semana passada, tivemos de deixar muitos jovens que estavam aqui, sobre a colina, para nos irmos juntar aos que estavam reunidos em Sidney.

Tal como aconteceu em jornadas mundiais anteriores, fomos convidados para animar orações todos os dias da semana. Em Sidney, foi na bela igreja de Saint James, situada no centro da cidade.

Nessa igreja, que é anglicana, encontrámos uma colaboração fraterna da parte dos jovens do lugar. Assim, os jovens de uma outra confissão associaram-se ao acolhimento dos jovens católicos. Desde há muitos anos, de tempos a tempos, um dos nossos irmãos tinha já ido a esta mesma igreja para animar uma oração com os cristãos de Sidney e nós ficámos felizes com esta continuidade.
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À noite, terminávamos com a oração à volta da cruz e os jovens ficavam durante muito tempo a cantar e a rezar. Outros jovens ficavam à espera de chegar a sua vez de ir rezar à volta da cruz, colocada no chão.

Em Sidney, recordámo-nos de que o irmão Roger tinha morrido à três anos, precisamente durante as jornadas mundiais da juventude, naquele ano em Colónia.

Durante estes dias na Austrália, o papa Bento XVI chamou os jovens a tornarem-se testemunhas de Cristo. E aqui, em Taizé, semana após semana, gostaríamos também nós de fazer o nosso possível para que os que se reúnem na nossa colina encontrem na confiança em Cristo um sentido para a sua vida.

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