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Ucrânia | Proposta de vigília de oração pela paz

Desde o início da guerra na Ucrânia, muitos cristãos em todo o mundo têm rezado pela paz. Aqui está uma proposta para um tempo de oração com os cânticos de Taizé.

Há também uma página no site de Taizé que permite que as intenções de oração sejam transmitidas aos irmãos.

Proposta para um tempo de oração

Cântico

Laudate omnes gentes ou Славіте всі народи (Slavite vsi narody)

Oração do Alois

Jesus Cristo, permanecendo em silêncio diante de ti deixamos que se levante esta oração ardente: que o fogo das armas cesse na terra da Ucrânia! Acolhe no teu amor os que morrem por causa da violência e da guerra, conforta as famílias enlutadas, mostra a tua presença aos que estão angustiados ou que tiveram que seguir o caminho do êxodo. Apoia aqueles que querem a paz e que, na Ucrânia, na Rússia, na Bielorrússia e noutros lugares, assumem iniciativas para acabar com a guerra. Perante um sofrimento incompreensível, acreditamos, no entanto, que as tuas palavras de amor e de paz nunca passarão. Tu deste a tua vida na cruz e abriste um futuro para nós, mesmo além da morte. Ao longo do nosso caminho para a Páscoa, a luz da tua ressurreição vai guiar-nos, mesmo na escuridão, lembrando-nos que o mal nunca terá a última palavra. E imploramos-te: dá a tua paz ao nosso tempo. Tu és nossa esperança.

Salmo

Entre cada verso, pode-se cantar Bonum est confidere.

Até quando, ó Deus, irá ultrajar-nos o opressor?
Até quando irá o inimigo desprezar o teu nome?

Tu, ó Deus, desde sempre foste o meu rei,
aquele que realiza libertações pela terra.
Fizeste brotar fontes e torrentes
e secaste rios caudalosos.

Teu é o dia, tua é a noite;
Tu criaste a Lua e o Sol.
Fixaste os limites à terra inteira,
fizeste o Verão e o Inverno.

Não entregues às feras a vida dos teus fiéis;
não esqueças para sempre a vida dos teus pobres.
Olha para a tua aliança,
pois os recantos do país estão cheios de violência.

Que os humildes não voltem confundidos;
que o pobre e o indigente possam louvar o teu nome.
Ergue-te, ó Deus, defende a tua causa;
lembra-te das ofensas contínuas dos insensatos.


do Salmo 74

Lecture

Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação! 4Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus.


2.ª Coríntios 1,3-4

Cântico
Dona nobis pacem

Silêncio

Intercessões

Entre cada intenção, pode cantar-se o Kyrie 10.

  1. Por todos os que vivem na Ucrânia. Pelas vítimas da guerra e pelos seus entes queridos enlutados, pelos feridos.
  2. Pelas famílias, jovens, crianças e pessoas de idade que vivem na angústia dos bombardeamentos.
  3. Para aqueles que tiveram que deixar o seu lugar de vida, exilados, refugiados, pessoas deslocadas e por todos aqueles que os acolhem.
  4. Pelas pessoas mais frágeis que não têm para onde ir e que sofrem impotentes as consequências da guerra.
  5. Pelos líderes dos povos e por todos aqueles que estão em posição de influenciar o curso dos acontecimentos, para que o fogo de armas cesse o mais rápido possível.
  6. Pelos responsáveis das Igrejas, que saibam acompanhar todos aqueles que são atingidos por esta terrível provação.
  7. Pelos pacificadores. Por todos aqueles que na Ucrânia, Rússia, Bielorrússia e noutros lugares estão empenhados em promover o diálogo e a justiça.

Pai Nosso

Bênção

Tu abençoas-nos, Jesus Cristo. Tu és a nossa paz e a nossa esperança.

Cânticos

Exaudi orationem meam | Frieden, Frieden | Jésus le Christ | Veni sancte Spiritus

Ucrânia | Uma pequena fraternidade provisória para acolher refugiados

Em solidariedade com a Ucrânia, Taizé prepara-se para acolher refugiados que tiveram de deixar o seu país por causa da guerra, para além dos muitos refugiados de passagem já acolhidos por uma noite a caminho de Espanha ou de Portugal.

Em estreita colaboração com as autoridades civis, nasceu o projeto de acolher várias famílias de refugiados ucranianos numa casa em Taizé ou na aldeia vizinha de Ameugny. Os detalhes estão a ser finalizados.

Para acompanhar este acolhimento, alguns jovens poderão constituir uma pequena fraternidade provisória, convivendo com os refugiados que serão acolhidos em Taizé. Procuramos assim três ou quatro jovens, com idades compreendidas entre os 19 e os 30 anos, que estejam disponíveis para viver em Taizé até ao final de Maio para participar neste projecto. Ser capaz de se comunicar numa língua eslava seria certamente muito útil.

Se estiver interessado, ou para qualquer questão adicional, entre em contato conosco rapidamente através deste endereço explicando a sua motivação para participar no projeto.

Em vários aspectos, esta proposta difere do voluntariado em Taizé. Para aqueles que desejam ficar mais tempo em Taizé nos próximos meses, consulte esta página.

O Papa Francisco recebeu o irmão Alois em audiência

Esta segunda-feira, 21 de março de 2022, o irmão Alois, prior da Comunidade de Taizé, foi recebido em audiência privada pelo Papa Francisco. Desde 2013, esta audiência tem tido lugar todos os anos, tal como antes acontecia com o Papa Bento XVI. O irmão Roger também ia a Roma todos os anos.

O primeiro tema abordado foi a guerra na Ucrânia e as iniciativas de solidariedade de Taizé em relação aos refugiados ucranianos. O irmão Alois falou depois sobre o processo sinodal em curso na Igreja Católica. Também pôde partilhar com o Papa Francisco algumas notícias da vida da Comunidade e evocou a procura ecuménica de Taizé.

Nos próximos dias, o irmão Alois terá mais reuniões com os responsáveis da Igreja em Roma. Além disso, duas orações com cânticos de Taizé terão lugar em Roma nos próximos dias: terça-feira, 22 de março, às 21h00, na igreja de Santa Maria in Campitelli, e quarta-feira, 23 de março, às 12h30, na igreja Real Belga (via del Sudário 40), na presença do irmão Alois e de outros Irmãos.


(C) Fotografia Vatican Media


Contacto

media taize.fr

Ucrânia | Um artigo do irmão Alois

A pedido do semanário francês La Vie, o irmão Alois escreveu um artigo que publicamos na íntegra aqui.

«Na Ucrânia, o mal não terá a última palavra»

Este ano, o Tempo da Quaresma começa quando o continente europeu é atingido pela guerra. Esta trágica notícia mergulha-nos em pleno no mistério do mal. O próprio Jesus fez essa experiência ao aceitar livremente perder a vida na cruz: ele foi até ao extremo do sofrimento. A caminho da Páscoa, somos sustentados por esta esperança: para além da cruz, através da ressurreição de Cristo, Deus abriu um caminho de vida para toda a humanidade.

Como é possível que o fogo de armas e das bombas dilacere povos tão próximos em tantos aspectos? Tantas famílias têm parentes nos dois lados da fronteira... Durante uma peregrinação à Rússia, Bielorrússia e Ucrânia em 2015, com um pequeno grupo de jovens de vários países, fui testemunha disso a caminho dum hospital em Kiev com soldados ucranianos feridos em combate. Connosco estava uma jovem da Rússia. Há alguns dias, na eclosão da guerra, esta jovem russa recordou esta visita e partilhou esta história: «Quando entrei no hospital, fiquei paralisada de medo e de vergonha. No início, não conseguia dizer nada. Depois comecei a contar que quando era criança, todos os anos no verão eu ia para a casa do meu avô na Ucrânia e que o meu primo nasceu na Ucrânia. Então os soldados ucranianos começaram a mudar, um deles de repente disse que a sua esposa era russa, depois outro disse que os seus pais moravam na Rússia... E ficou claro que de facto éramos muito próximos, que éramos como irmãos e irmãs.»

Rezemos para que estas sementes de partilha e de comunhão não sejam arrancadas pela loucura da guerra, mas que, a longo prazo, sejam mais fortes do que a violência sem sentido. É quase demasiado cedo para expressar este desejo, pois em cada dia que passa o número de vítimas e feridos aumenta. No entanto, mantenhamos enraizada no fundo de nossos corações esta esperança de que o mal não terá a última palavra.

O Papa Francisco pediu um dia de jejum e oração nesta quarta-feira de cinzas. Em muitos lugares em todo o mundo os crentes reúnem-se para rezar pela paz. Há poucos dias, recebemos em Taizé a mensagem dum padre ortodoxo na Rússia: também na sua paróquia rezam pela paz.

Sim, para viver este Tempo da Quaresma em solidariedade com aqueles que sofrem com a guerra que assola a terra da Ucrânia, levemos na nossa oração as vítimas e as suas famílias enlutadas, os feridos, aqueles que tiveram que fugir, aqueles que quiseram e não puderam fazê-lo, e também todos aqueles que optaram por ficar onde moram. Pensemos nas pessoas mais vulneráveis, que serão as primeiras a sofrer as consequências do conflito armado, nas crianças que sofreram, nos jovens que não veem futuro.

Na nossa oração, não nos esqueçamos de pedir ao Espírito Santo que inspire os líderes dos povos e todos aqueles que estão em condições de influenciar o curso dos acontecimentos, para que o fogo das armas cesse o mais rápido possível. Rezemos para que a guerra não aumente as divisões dentro das igrejas e das famílias e que os líderes da igreja acompanhem todos os que são afetados por esta terrível provação. E como toda a vida humana conta aos olhos de Deus, pensemos nos combatentes de todos os países envolvidos e também nas suas famílias, por exemplo naquelas avós que veem os seus netos irem para a frente, para uma guerra que não escolheram nem desejaram. Talvez, um dia, eles saiam às ruas para proclamá-lo...

Como este Tempo da Quaresma começa sob auspícios sombrios, somos chamados a viver estes quarenta dias em comunhão com aqueles que, não só na Europa, mas em todo o mundo, são afetados pela violência. Na cruz, Cristo abriu os braços para abraçar toda a humanidade. Uma humanidade muitas vezes dilacerada, mas para sempre unida no coração de Deus.

Ucrânia | Uma iniciativa solidária para acolher refugiados

Perante a crise humanitária provocada pela guerra na Ucrânia, Taizé abre uma plataforma para pôr em contacto pessoas que possam acolher e exilados que tiveram de deixar a Ucrânia.

Nos últimos anos, muitos jovens da Ucrânia participaram nos encontros da peregrinação de confiança na Europa. Agora, muitas famílias, especialmente mães com os seus filhos, tiveram que deixar seu país com urgência para se refugiar noutro lugar. Em muitos lugares, uma dinâmica de solidariedade está a ser criada para acolhê-los e Taizé deseja apoiar este impulso.

Em colaboração com os nossos amigos na Ucrânia e nos países vizinhos, com associações de solidariedade e também com a embaixada ucraniana em Paris, oferecemos às paróquias ou grupos locais a oportunidade de se prepararem para o acolhimento. No entanto, gostaríamos de chamar a atenção daqueles que estão disponíveis para acolher:

  • Nesta fase, estamos a recolher ofertas, mas sem poder garantir que de facto conseguiremos encontrar uma família de imediato. É difícil estimar a amplitude das chegadas futuras.
  • Também é complicado saber por quanto tempo essas famílias precisarão do vosso generoso acolhimento.
  • Para uma pessoa solteira, e até mesmo uma família, um acolhimento assim pode representar um esforço excessivo. É preferível reunirem-se com outros para assumir isso como paróquia ou como equipa.
  • Finalmente, Taizé ajuda através desta iniciativa a colocar as pessoas em contacto, mas não poderá apoiar situações específicas nem prestar assistência ou acompanhamento.

Por favor, preencham cuidadosamente o formulário de acolhimento em francês ou em inglês. Para quaisquer perguntas adicionais, escrevam-nos para este endereço.

Agradecemos imenso a vossa disponibilidade!